Teoria da cor em comunicação

Bom povo, estou de volta =] e chato como de costume ù.ú Bom, hoje vou falar um pouco sobre teoria da cor em design / comunicação Definição Definindo o significado da palavra cor Pedrosa (2006, p. 20) afirma que “a palavra cor tanto designa a sensação cromática, como o estímulo (a luz direta ou o […]

Bom povo, estou de volta =] e chato como de costume ù.ú

Bom, hoje vou falar um pouco sobre teoria da cor em design / comunicação

Definição

Definindo o significado da palavra cor Pedrosa (2006, p. 20) afirma que “a palavra cor tanto designa a sensação cromática, como o estímulo (a luz direta ou o pigmento capaz de refleti-la) que a provoca. Mas, a rigor, esse estímulo denomina-se matiz, e a sensação provocada por ele é que recebe o nome de cor.”, complementando Guimarães (2000, p. 12) diz que “a cor é uma informação visual, causada por um estímulo físico, percebido pelos olhos e decodificada pelo cérebro”. Com base nisso pode-se então concluir que a cor além do aspecto físico também está presente sob apelo emocional e assim provocando reações em nosso organismo.

Pedrosa (2006, p. 104) afirma que “por ser a cor uma sensação, toda cor é fisiológica e
subjetiva”, complementando a analogia Farina (1986, p. 101) conclui que “a cor é uma
realidade sensorial à qual não podemos fugir. Além de atuarem sobre a emotividade humana, as cores produzem uma sensação de movimento, uma dinâmica envolvente e compulsiva”. De fato as cores carregam consigo sensações, essas provocadas por nossa herança cultural e amplamente exploradas no ramo de comunicação como comenta Guimarães (2000, p. 90) classificando a cor “como recurso de linguagem nos discursos da mídia”.

Aplicação

Por este fator o estudo da teoria das cores deve ser escolhido para atuar ao decorrer da concepção de um projeto, é sensato comentar que ao afirmar que determinada cor vermelho, por exemplo, irá representar consigo emoções como ‘paixão’, ‘fúria’, sensações como ‘atenção’, ‘fome’ e demais elementos é um equívoco, pois as sensações e emoções despertadas por elas são subjetivas e para que corretamente aplicadas deve-se estudar friamente o ambiente cultural do do indivíduo ou público-alvo, pois nela que a cor se identifica e provoca reações. Damasceno (2003, p. 29) complementa esse pensamento dizendo que “uma mesma cor tende a adquirir diversos significados nas sociedades ocidentais, por exemplo, o branco tem simbolismo oposto (vida) ao apresentado nas sociedades orientais (morte)”.

Damasceno (2003, p. 29) ressalta os efeitos psicológicos da cor dizendo que “O modo como a cor chega a nossos olhos, inevitavelmente, faz com que o cérebro ainda perceba significados inconscientes que ela muitas vezes transmite”, ou seja, “A cor relaciona-se diretamente com os sentimentos humanos e, por isso, também influi fisicamente no organismo”, complementando Farina (1986, p. 103) diz que “Derivando de hábitos sociais estabelecidos durante longo espaço de tempo, fixam-se atitudes psicológicas que orientam inconscientemente inclinações individuais”.

Conclui-se assim a importância do estudo e aplicação da teoria cromática neste projeto, e através de suas representações subjetivas pretende-se induzir impulsos e percepções dos usuários para elementos da interface, maximizando seu aprendizado, e assim sua utilização.

Referências

DAMASCENO, Anielle. Webdesign: teoria e prática. Florianópolis: Visual Books, 2003.

FARINA, Modesto. Psicodinâmica das cores e comunicação. São Paulo: Edgar Blücher, 1986.

GUIMARÃES, Luciano. A cor como informação: a construção biofísica, lingüística e cultural da simbologia das cores. São Paulo: Annablume, 2000.

PEDROSA, Israel. O universo da cor. Rio de Janeiro: Senac, 2006.

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